Em 2024, o Brasil registrou um total de 724.228 acidentes de trabalho. Desse total, 40% afetaram as mãos. No setor de resíduos sólidos, o percentual é maior: 70%, ou seja, em cada 10 acidentes registrados, 07 machucaram as mãos dos trabalhadores. Para reduzir os números desse tipo de ocorrência na sua operação, a Ciclus Amazônia promove continuamente campanhas de educação ambiental junto com informações sobre acondicionamento de resíduos pela população de Belém e treinamento aos seus colaboradores.
O objetivo principal da empresa é reforçar o seu compromisso com saúde e a segurança dos seus colaboradores, e atuar na prevenção de acidentes e não apenas na resposta a eles. Os resíduos perfurocortantes, por suas características físicas e biológicas, constituem uma categoria de risco elevado, pois expõem os coletores a riscos biológicos relevantes (HIV, hepatites B e C, entre outros agentes infecciosos); geram impactos emocionais e psicossociais nos trabalhadores, que passam a conviver com o medo e a incerteza após o acidente; e implicam em custos adicionais ao sistema de saúde (atendimentos de urgência, exames laboratoriais, medicações, monitoramento e, eventualmente, afastamentos).
“Nas campanhas de educação ambiental, pedimos a colaboração dos moradores para acondicionarem corretamente este tipo de material, que aumenta a probabilidade de acidentes de trabalho durante o manuseio dos resíduos. Eles podem usar recipiente alternativo rígido, com tampa e resistente à perfuração, como pote de sorvete ou embalagem de água sanitária limpa, para guardar seringas e agulhas. Vidros e latas devem ser embalados com folhas de jornal ou papelão, que evitam contato dos colaboradores com os materiais. Se cada um fizer a sua parte, todos nós nos cuidamos”, afirma Vanessa Medeiros, pedagoga do Núcleo de Educação Ambiental.
A Ciclus Amazonia fornece os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos colaboradores da Operação que atuam em todos os serviços prestados à população, de coleta à varrição, passando pela roçagem e lavagem. Estes equipamentos, que atendem as normas e legislações vigentes, são confeccionados com produtos de qualidade e resistentes, amplamente utilizados por empresas de comércio e serviços e indústrias.
Estabelecimentos de saúde – A Ciclus Amazônia também iniciará, na próxima segunda-feira (24), o projeto “Coleta Segura” nos serviços de saúde de Belém, Mosqueiro e Outeiro, incluindo hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBS), postos de saúde, Casas da Família e demais unidades, que geram, diariamente, grande quantidade de resíduos perfurocortantes, como seringas, agulhas, ampolas de vidro e lâminas de bisturi.
De acordo com a pedagoga, em diversas unidades, materiais perfurocortantes ainda são descartados no lixo comum, misturados a resíduos domiciliares e não perigosos. Esse descarte inadequado impacta diretamente a segurança dos trabalhadores da coleta de resíduos, além de potencial contaminação do meio ambiente.
“Para ampliar a proteção de nossas equipes, realizaremos este projeto em estabelecimentos públicos em toda a cidade, entre durante três meses, entre novembro e fevereiro. A nossa meta é a redução significativa dos acidentes com perfurocortantes, envolvendo os coletores da Ciclus Amazônia e o compromisso dos profissionais de saúde sobre a segurança de toda a cadeia de manejo de resíduos. Desta forma, esperamos formar uma rede consciente e colaborativa em prol do cuidado de todas as pessoas”, acrescenta.